Sat. Jul 13th, 2024

Luis Horta e Costa: Os Encantos de Portugal e o Impacto do Fim do RNH

Luis Horta e Costa, especialista em imobiliário e cofundador da Square View, uma empresa de desenvolvimento imobiliário e gestão de ativos em Lisboa, compartilha sua visão sobre os atrativos que fazem de Portugal um destino cativante para turistas e investidores, ao mesmo tempo em que alerta para as possíveis consequências do fim do programa fiscal para Residentes Não Habituais (RNH).

Portugal tem se destacado no cenário internacional por sua beleza natural deslumbrante, rica cultura e estilo de vida acolhedor. As ondas do Oceano Atlântico que banham as costas portuguesa durante todo o ano são um convite irresistível para os amantes da praia e dos esportes aquáticos, especialmente durante o verão. “Portugal orgulha-se de ter um clima com muitos dias de sol, mas a estação alta – junho a agosto – é a altura mais animada”, afirma Horta e Costa.

Além das praias, Portugal encanta por sua gastronomia, arquitetura e hospitalidade. “A simpatia das pessoas, a segurança e o baixo custo de vida atraem visitantes internacionais a Portugal para se divertirem, relaxarem e, cada vez mais, emigrarem”, comenta Luis Horta e Costa. O país oferece uma combinação única de tradição e modernidade, desde as charmosas ruas de paralelepípedos até os sofisticados restaurantes e boutiques.

No entanto, Horta e Costa expressa preocupação com o futuro do programa RNH e seu impacto na economia portuguesa. Implementado em 2009, durante a crise financeira global, o RNH tem sido um importante motor de investimento estrangeiro e crescimento económico, oferecendo benefícios fiscais atraentes a estrangeiros ricos e investidores experientes.

“Os investidores estrangeiros não trouxeram apenas capital para Portugal”, explica Luis Horta e Costa. “Trouxeram inovação e uma nova perspectiva que transformou a nossa economia. Os seus investimentos fizeram de Portugal uma força económica poderosa.”

Com a possibilidade de extinção do RNH em 2024, especialistas como Horta e Costa temem um “êxodo maciço” de capitais estrangeiros, o que poderia prejudicar setores-chave da economia, como o imobiliário e o turismo. Além disso, países vizinhos, como a Espanha, estão desenvolvendo programas semelhantes, tornando-se potencialmente mais atrativos para os investidores.

“O fim do RNH não só irá prejudicar a economia portuguesa, como também tornará Portugal menos poderoso a nível global”, alerta Luis Horta e Costa. “Países como Malta e Chipre são excelentes exemplos dos benefícios deste tipo de regimes fiscais. Portugal arrisca-se a ficar para trás se puser fim ao RNH.”

Para Horta e Costa, o RNH vai além das vantagens financeiras, sendo fundamental para a reputação de Portugal como um país aberto, acolhedor e voltado para o futuro. “A essência do RNH não residia apenas nas suas vantagens financeiras, mas na mensagem que enviava ao mundo. A sua eventual conclusão poderá não só alterar a dinâmica financeira, mas também a própria narrativa que Portugal construiu para si próprio na cena mundial.”

Apesar dos desafios, Portugal continua a cativar turistas e investidores com seus encantos únicos. Luis Horta e Costa acredita que, independentemente do futuro do RNH, o país manterá seu lugar como um destino de eleição, graças à sua beleza natural, riqueza cultural e estilo de vida acolhedor. Cabe aos líderes políticos encontrarem um equilíbrio entre a atração de investimentos estrangeiros e a sustentabilidade económica a longo prazo, garantindo que Portugal continue a brilhar no cenário internacional.

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